quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mar de junho

Sonhado por Karynha às 14:59 1 Comentários


São dias frios... Vento gelado e meus olhos parados no mar de junho.
As águas geladas molhando meus pés,
deixam marcas na areia, o céu confunde-se num branco cinza indeciso.
Nada é como antes aqui nesse frio
nem as lembranças que contradizem a minha razão...
Fechem-se olhos, deixem a paisagem perder-se sozinha, que a saudade sorri indiferente
da nossa melancolia, enquanto a dor aqui dentro maltrata esse peito sombrio.
Aquietem-se cabelos negros vadios, deixem o vento trilhar seu caminho,
que a carícia de seus dedos gelados me causa arrepios,
detenham-se passos que afundam calmos nessa areia que nos cobiça,
deixe as águas desse mar molhar-lhe a face e inundar-lhe os lábios com seu beijo incomum.
Retorne alma minha,
que deixou-me vazia de mim mesma,
com coração que balança sem rítimo e sangue frio que vagueia-me as veias.
Deixe o mar de junho alma minha e retorne ao peito meu,
amar o amor que é seu e o tempo em que ainda somos amantes, antes que o sol,
viajante errante desses caminhos infinitos,
aqueça esse frio Adormecido
e leve-nos de volta
à realidade que sempre nos pertenceu.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Seu abraço.

Sonhado por Karynha às 05:09 3 Comentários


Só eu sei o que sinto quando você me abraça, além do seu perfume
único que fica grudado na minha blusa,
é engraçado porque eu sempre fecho os olhos
e nenhum de nós dois quer deixar o outro ir,
só quer estar ali e pronto,
em frente ao meu portão esquecendo que o mundo existe
e que as horas estão passando,
embora já tenhamos parado de senti-las desde o primeiro olhar.
Parece que a gente esperou a vida inteira por esse abraço,
talvez todo mundo tenha que encontrar o abraço certo um dia, a gente
sem querer já encontrou, quando não esperávamos e
nem se quer imaginavámos que "eu e você" poderia mesmo ser algo real.
Então eu fico ali, perdida nos seu braços,
como uma menina que acabou de conhecer o mundo, com o rosto encostado no seu peito ouvindo seu coração bater depressa demais...
Eu sinceramente chego a acreditar que não existe nada melhor do que esse abraço... Então você me beija... E o mundo pára de vez
num impacto absurda e lentamente mudo, as coisas reais explodem
e a melodia inconfundível da nossa canção invade meus pensamentos
que a essa altura já nem são mais meus... Eu sei que mesmo que eu quisesse entrar as minhas pernas não me obedeceriam... Então eu decido ficar um pouco mais, perdida ali em meio aos seus lábios, achando que o mundo é algo totalmente alheio ao que realmente somos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Me diz amor...

Sonhado por Karynha às 14:48 2 Comentários

Às vezes eu quero fechar os meus olhos... sim eu tento fugir
quando você me diz que tem medo de se machucar...
o mundo lá fora é tão estranho e eu nao vejo problema algumn
porque você está aqui,
mas sim baby às vezes eu quero fechar meus olhos
para não ver que os seus
fitam tristemente os lábios úmidos do horizonte,
não quero me sentir sozinha outra vez, quando talvez você achar
que meu sorriso não é bem o que você sempre quis..
só me diga que nada lá fora te assusta
por que eu estou aqui agora meu amor
olhando você...
e eu sei que pode ser assim para sempre...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mente de poeta

Sonhado por Karynha às 06:02 4 Comentários
Paro de súbito um instante...
Algo ascende em minha memória,
mas falta a ligação necessária entre o "quase" e o pensamento.
Continuo a caminhada, afinal o vento já anuncia a pressa em meus cabelos, que esvoaçam impacientes em minha face,
passos largos e graciosos devoram cautelosamente a distância,
meus olhos buscam insistentes o ponto que me liga a essa paisagem,
no entanto foge-me a todo instante o pensamento,
como um pássaro assustado por um tiro cortante
que rasga indiferente o silêncio de murmúrios da mata quase adormecida.
Mente de poeta é um labirinto de idéias loucas,
que se perdem e se esbarram agonizantes.
Desisto, esse pensamento que fuja,
não posso perder a hora,
decido caminhar somente, e admirar essa paisagem, que insisto, deveria lembrar-me algo,
paro ao ouvir ao longe um tiro surdo,
olho para o céu e vejo um lindo pássaro dourado atravessar o infinito azul.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A companhia dos meus sonhos

Sonhado por Karynha às 21:30 2 Comentários
A companhia dos meus sonhos seria doce...
Um pouco calado, buscando na minha respiração
o rítimo que embale nossa noite,
afável e carinhoso
dedilharia nas curvas cálidas do meu corpo
a canção sensual que existe em nós,
cuidadoso aos meus desejos e minhas palavras,
afim de agradar-me a todo instante.
A companhia dos meus sonhos seria mais que um amado,
um amante,
completando-me quando eu chegasse ao fim,
indo além de mim,
encontrando nele a minha metade.
Sonhei com você todas as noites, sem imaginar que um dia realmente o encontraria.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aloha

Sonhado por Karynha às 21:31 1 Comentários

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Vou vivendo cada dia de uma vez...
Não me importa se o mundo lá fora está explodindo...
Eu preciso mudar aqui dentro para afetar o exterior...
Velhos kahunas sussurram em meus ouvidos
todos os princípios huna.
Eu estou indo um pouco mais devagar... Só assim o mundo inteiro pode me acompanhar.
Aloha.
Sim, de olhos fechados eu ouço o barulho de mar... Talvez essa onda me leve pra longe,
num lugar onde só eu possa me encontrar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

É mulher

Sonhado por Karynha às 13:15 3 Comentários
Deixei a barba crescer e acabaram me confundindo com esse cara rude,
do tipo que anda calado com um ar de mistério no olhar...
Meus olhos já viram coisas demais, não só a armadura do meu óculos envelheceu...
É mulher, há muito eu não sou o mesmo homem, talvez você não tenha notado, ou simplesmente não acredite mais que por trás da barba eu possa ser aquele romântico bobo que a conquistou.
Nós deixamos algo para trás?
Seu olhar triste me diz que em algum ponto eu deixei de vê-la, deixei de senti-la...
Não sei se o toque aspero da minha barba a incomoda, não sei se os meus dedos perderam o toque da sua pele.
Eu quis ter mais tempo para encontra-la à noite, quis ter as palavras cestas para um "bom dia" após as madrugadas de silêncio.
Tentei não perder a calma, mas me faltou tempo para ser paciente.
 

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